Kubrusly LF, Lopes ACA, Souza FR, Dieter GF, Nadolny L, Dias LM, Dias LM, Farias LGM, Basso RO, Okimura VN (0000). Spatiotemporal Analysis of Mortality from Cardiomyopathies in Brazil between 2001 and 2021.. Arquivos brasileiros de cardiologia. https://doi.org/10.36660/abc.20260064
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📝 摘要
BACKGROUND: Brazil presents regional variations in mortality from cardiomyopathies, influenced by demographic characteristics, socioeconomic inequalities, and differences in access to health services. Between 2001 and 2021, 272,448 deaths from the disease were recorded in the country. OBJECTIVE: To analyze, at the national level, the epidemiological profile and the spatiotemporal distribution of mortality from cardiomyopathies in Brazil, from 2001 to 2021. METHODS: Epidemiological study based on secondary data from the Mortality Information System (SIM/DATASUS) and population estimates from IBGE. Crude mortality rates were calculated per municipality. Temporal analysis was performed using Joinpoint, estimating the annual percentage change (APC). Spatial analysis used GeoDa, with Bayesian smoothing and evaluation of spatial autocorrelation using the Global Moran's I and LISA indices. Statistical significance was set at p < 0.05. RESULTS: There were 272,448 deaths due to cardiomyopathies, predominantly in men (58.65%), individuals aged 80 or older (25.74%), white individuals (52.18%), married individuals (36.77%), and those with 1 to 3 years of completed schooling (21.91%). The average mortality rate was 6.66 per 100,000 inhabitants, reaching 7.64 per 100,000 in 2004 and falling to 4.15 per 100,000 in 2020. A significant annual reduction of 1.86% was observed (p < 0.05). Spatial analysis revealed clusters of high mortality, mainly in the Midwest, South, and Southeast regions, with Corumbá de Goiás standing out (49.34/100,000). CONCLUSION: There was a significant reduction in mortality from cardiomyopathies, despite the persistence of critical areas that require targeted strategies for surveillance, early diagnosis, and appropriate management. FUNDAMENTO: O Brasil apresenta variações regionais na mortalidade por cardiomiopatias, influenciada por características demográficas, desigualdades socioeconômicas e diferenças no acesso aos serviços de saúde. Entre 2001 e 2021, foram registrados 272.448 óbitos pela doença no país. OBJETIVO: Analisar, em nível nacional, o perfil epidemiológico e a distribuição têmporo-espacial da mortalidade por cardiomiopatias no Brasil, no período de 2001 a 2021. MÉTODOS: Estudo epidemiológico baseado em dados secundários do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e estimativas populacionais do IBGE. Calcularam-se taxas brutas de mortalidade por município. A análise temporal foi realizada pelo Joinpoint, estimando-se a variação percentual anual (APC). A análise espacial utilizou o GeoDa, com suavização bayesiana e avaliação da autocorrelação espacial pelos índices de Moran Global e LISA. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05. RESULTADOS: Ocorreram 272.448 óbitos por cardiomiopatias, predominando em homens (58,65%), indivíduos com 80 anos ou mais (25,74%), brancos (52,18%), casados (36,77%) e com 1 a 3 anos de estudo completos (21,91%). A mortalidade média foi de 6,66 por 100 mil habitantes, atingindo 7,64 por 100 mil em 2004 e caindo para 4,15 por 100 mil em 2020. Observou-se redução anual significativa de 1,86% (p<0,05). A análise espacial revelou aglomerados de alta mortalidade principalmente no Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com destaque para Corumbá de Goiás (49,34/100 mil). CONCLUSÃO: Houve redução significativa da mortalidade por cardiomiopatias, embora persistam áreas críticas que exigem estratégias direcionadas para vigilância, diagnóstico precoce e manejo adequado.